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sábado, julho 26, 2014

O SCP e a falência do GES

Tudo começou com a prisão de Mário Conde, líder do banco Santander, a quem José Roquette vendeu o Banco Totta, o que deixou Cavaco Silva, primeiro  - ministro de então, completamente possesso.
José Roquette pôs as barbas de molho, abrigou - se debaixo do escudo protector do nosso clube.
Antigo funcionário do BES, Roquette, trouxe para o nosso clube o know - how, dos grandes e sérios gestores ligados a Ricardo Salgado. Já tínhamos dado pela sua qualidade.
Calcula - se que o Sporting tenha perdido mais de 500 milhões de euros. Um Clube com um património riquíssimo, foi levado à falência em menos de duas décadas.
 Caros sócios vejam no verso do vosso cartão de sócio, a quem pertencem os cartões dos sócios do nosso clube.
Perante a falência do projecto megalómano, que violentou  a alma do nosso clube, que quis transformar os sócios em clientes, acabar com as modalidades, etc.  o BES accionou a execução das penhoras sobre o nosso património. Chamou -lhe venda, passou - o para fundos seus.
Foi essa a principal tarefa de Soares Franco, quadro do GES, administrador da Opway, construtora do grupo e que estava  falida antes de construir muito do nosso património e que tem a sua sede precisamente no andar que foi construído para ser a sede do nosso clube. Tudo isto foi denunciado neste blog ao longo dos 8 anos da sua existência e que pode ser consultado no arquivo.   .
A perguntas que se põem são:
A quem pertence agora o património que perdemos?
Faz parte da massa falida do GES?
Se faz, quem serão os futuros donos e que repercussões poderá ter para o Sporting?
Para terminar dizer que Bruno de Carvalho provou que era possível governar o nosso clube sem prestar vassalagem aos DDTs ( Donos disto tudo).
Se o nosso presidente salvaguardou a tempo  o nosso clube  da tempestade que aí vem com a derrocada do GES, será sem dúvida uma das mais importantes acções, que lhe ficamos a dever, na defesa dos interesses do grande Sporting




quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Porquê eleições ?


Está na ordem do dia, a destabilização provocada pelo anúncio da não recandidatura de FSF e as consequências que as eleições têm para a preparação da próxima época.

Além de se perguntar porquê eleições agora, pode -se perguntar porquê eleições este ano, já que segundo os estatutos :


Artigo 37º

1 – O mandato dos titulares dos órgãos sociais é de quatro anos.


e FSF foi eleito em 28/04/2006, há três anos portanto.


nesta pesquisa encontrei este artigo interessante aqui de 2006-04-13 11:49 de onde destaco:



"Filipe Soares Franco não surpreendeu e apresentou-se como candidato à presidência do Sporting, sendo o possível vencedor das eleições marcadas para 28 de Abril. ( 2006)


E caso isso não sucedesse, o risco do crédito bancário concedido ao clube leonino obrigaria os bancos a constituir reservas sobre a totalidade dos financiamentos, já que não é credível para nenhum auditor que a banca possa executar o Estádio José Alvalade.


Neste contexto, Ricardo Salgado está empenhado em conseguir, ainda antes do fim do ano, a transferência do património imobiliário do Sporting para um fundo que pague ao BES as dívidas, sob pena de ser obrigado a constituir reservas no valor de cerca de 150 milhões de euros, ou seja mais de metade dos lucros anuais do seu banco.


Ora isto implicava uma queda de 50% no valor das acções do BES e provavelmente o despedimento da sua administração.




A solução existe, portanto, e o nome de Soares Franco, um "homem de mão" do BES, é bem visto para montar a solução que não tem que passar directamente pela alienação definitiva dos imóveis sportinguistas.


De qualquer modo, Soares Franco avança dizendo pretender continuar com a alienação dos imóveis, reservando para o clube as mais valias do projecto imobiliário.

Como? Com a engenharia financeira de uma venda imediata com a recompra acordada para daqui a dez anos, por preço certo, predefinido, que basicamente incluiria apenas o preço actual e os juros dos dez anos. Deste modo o Sporting não tinha que avançar já para a alienação do estádio, feito para o Euro 2004, com reduzidos fundos do Estado, e por outro lado não se via sem as mais valias imobiliárias do projecto desenvolvido por José Roquette. Uma solução equilibrada, que "safava" agora os bancos em dificuldades e simultaneamente obrigaria o BES e o BCP a manter os fluxos de tesouraria para Alvalade. ( SOLUÇÃO DEFENDIDA POR DIAS DA CUNHA )



Refira-se ainda que, caso Soares Franco seja eleito, ( 2006)
deverá ser marcada uma nova assembleia-geral para (re)colocar à apreciação dos associados leoninos a intenção da venda do património do conjunto lisboeta.



P.S. Assim se percebe que nem sempre os interesses do Sporting, estiveram em primeiro lugar e que FSF interrompe o seu mandato e não se recandidata, porque provavelmente já cumpriu a tarefa que Ricardo Salgado lhe atribuíu.

Recomendo a consulta do meu post de 18/01/2007.